quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O condado portucalense (a sua independência)

Com a morte do conde D. Henrique em 1109, D. Teresa passou a governar o Condado Portucalense. D. Afonso VII, o novo rei de Leão, a partir de 1126 exigiu a D. Teresa que esta fosse fiel ao estabelecido na doação do condado ao seu marido, D. Henrique. O filho de D. Teresa não concordava com esta fidelidade e desde muito cedo manifestou ideia de que o condado fosse independente. Assim era preciso que ele governasse o condado. Para isso derrotou a mãe na batalha de São Mamede em 1128 e após várias batalhas contra o rei de Leão, este reconhece a independência no Tratado de Zamora, em 1143.

D. Afonso Henriques viu o condado tornar-se um reino independente, chamado Portugal e ele próprio como rei desse reino. A ideia de Afonso Henriques era alargar o território para sul. Procurou combater os muçulmanos e conquistar importantes cidades como Leiria, Santarém e  Lisboa (1147). 
Nesta última teve a ajuda importante dos cruzados (guerreiros cristãos que lutavam em nome da fé cristã) conseguindo alargar as fronteiras do condado para lá do rio Tejo. 

Em 1179 o Papa reconheceria o reino de Portugal, como um reino por direito na Península Ibérica. D. Afonso Henriques morreria em 1185 com o reino a ter a fronteira sul na parte norte do Alentejo.  D. Afonso II em 1223 alargaria um pouco mais a fronteira, D. Sancho II reconquistaria toda a zona do Alentejo e D. Afonso III terminaria a reconquista em 1249 com o domínio do Algarve. Em 1297 seria celebrado o Tratado de Alcanizes que estabeleceria as fronteiras entre o reino de Portugal e o reino de Leão e Castela.

Imagem: a mais antiga representação de D. Afonso Henriques. É datada do final do século XII ou início do século XIII e já se podem observar a espada, o manto real a coroa de rei.
Créditos da imagem:Museu Arqueológico do Carmo / José Pessoa /IMC)

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