segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Os povos do Mediterrâneo

Entre os século XII e V a.C., o mar Mediterrâneo assistiu ao grande movimento comercial que ligou os seus diferentes espaços. Estes povos chegaram até à Península Ibérica em momentos diferentes. Os Fenícios chegaram primeiro, junto ao século XII a.C., depois os Gregos no século VI a.C., e os Cartagineses no século V a.C.

Estes povos não procuravam conquistar algum espaço na Península Ibérica, mas tão só realizar atividades comerciais. Vinham procurar metais preciosos (estanho, ferro, ouro e prata) que levavam em troca de objetos de cerâmica, vidro, panos e utensílios. Fundaram feitorias comerciais que eram os locais onde realizavam essas trocas. Embora haja uma maior presença no território que hoje forma a Espanha, encontraram-se vestígios destas colónias em diferentes locais como Alcácer do Sal, Aveiro, Póvoa do Varzim e sobretudo no Algarve.

A influência destes povos foi muito importante e fez-e sobretudo junto dos que habitavam o sudeste da Península, justamente os Iberos. Transformaram os modo de vida destes, pois deram-lhes a conhecer formas diferentes de vida quotidiana, com especial relevância para os Gregos. Deixaram importantes influências. 

Os Fenícios introduziram o torno de oleiro, desenvolveram técnicas específicas do trabalho do ferro e divulgaram a escrita alfabética. Os Gregos  desenvolveram muito a produção de cereais  e as atividades de conservação pelo sal através das salinas, assim como a difusão da cunhagem da moeda.

Os Cartagineses desenvolveram muito o comércio dos metais, da salga de peixe, das pescas e dos produtos agrícolas. A conservação dos alimentos pelo sal foi também foi utilizada pela civilização nascida em Cartago. Os Cartagineses entre os século V e IV a.C., formaram uma civilização de grande significado no Mediterrâneo, que só terminou no século III a.C., com o nascimento de um grande Império, o Romano.

Animação - O Homem de Neanderthal




Gino, um herói antigo

Há muito muito tempo atrás, Gino era o primeiro da família a acordar. Os seus pais ainda dormiam ao fundo da gruta, tapados com uma pele muito quente, que receberam de herança de um caçador que morreu num combate. Parece que ele nem tinha frio. Bastava uma pequena pele que mal lhe tapava a barriga. Passada uma hora, lá vinha o Gino sorridente com os frutos mais frescos da região. Todos o invejavam pela sua valentia e prontidão.

O pai de Gino levantava-se, jáo Sol ia bem alto, altura em que sua esposa lhe dizia: - Ó Ginão, homem de Deus, vai buscar o naco do veado, que eu vou fazendo as brasas, enquanto houver lenha,...

Um pouco contrariado, lá ia o pai arrastando os pés, que mal podiam com ele. A mãe às vezes agradecia por o filho se parecer com o pai, apenas no rosto.
Gino começava a olhar o assado com um grande apetite. Comia até o pai lhe dizer: - Ó rapaz, amanhã também é dia!...

Gino não dava muita importância à conversa, pois o sustento, era com ele... Mal mastigava o último pedaço, Gino subia a montanha à procura de frutos silvestres e de raízes. De vez em quando, lá ia ele com a sua lança bem agarrada, para que não a pudesse perder. Ao fim de uma longa tarde, regressava com um gamo às costas. Era sempre uma festa!...

Em alturas de lua cheia, Gino ia também fazer as suas pinturas nas rochas da gruta. Toda a família olhava encantada para aquelas imagens de animais. Até pareciam verdadeiras!...
Gino era afinal um grande Herói dos tempos que já lá vão, há muitos milhões de anos.


Imagem da Gruta de Altamira, (10000 a 15000 a. C.) 
João Carvalho / Ricardo Couto - 5º B - EB 2, 3 da Lourosa -  Ano Letivo 2008/2009 

Os Celtas e a sua influência na P. Ibérica

Os Celtas invadiram a Península Ibérica entre os séculos VIII e VI a.C., em movimentos sucessivos, com origem a partir do centro da Europa. A sua invasão concentrou-se na parte mais a norte da Península Ibérica. A ocupação da Península Ibérica tornou-se mais desenvolvida entre os séculos VI e III a.C. Neste período os Celtas vão alargar a sua influência para o centro da Península Ibérica até às zonas dos rios Tejo. 

Os Celtas estão associadas a uma civilização da Idade do Ferro e tiveram uma grande influência nos povos que habitavam a Península Ibérica. Os Celtas construíam aldeias fortificadas, os castros ou citânias, erigidos no cimo dos montes. As casas eram de forma circular, protegidas por um grupo de muralhas. Na zona de Guimarães, ainda é possível observar um conjunto deste tipo e que tiveram a influência desta cultura arqueológica da Idade do Ferro. 

Os Celtas desenvolveram com grande qualidade a metalurgia do ferro e também a do ouro e a da prata. Produziam carros de transporte com rodas com raios em madeira e um conjunto de objetos agrícolas em ferro. Esta aquisição permitiu-lhes melhorar a qualidade das suas colheitas. Não enterravam os mortos, mas incineravam os cadáveres, colocando as cinzas em objetos de cerâmica que depois enterravam em locais, onde juntavam também objetos pessoais.

Os Celtas misturaram-se com os Iberos e formaram uma nova unidade cultural a que damos o nome de Celtiberos. Os Lusitanos eram uma franja destes Celtiberos.  Os Lusitanos sofreram a influência da cultura celta e viviam num espaço espalhado pelo centro e norte em povoações fortificadas. Viviam da agricultura e da pastorícia, praticavam a metalurgia e também a tecelagem (linho e lã). Cada castro organizava-se autonomamente. Faziam um pão à base de bolotas de carvalho e praticavam exercícios guerreiros. Praticavam a guerra com facilidade, combatendo com pequenas armas com grande vivacidade. Adoravam a Natureza e também praticavam o culto dos mortos. 

O Megalitismo

As comunidades agropastoris acreditavam que a Terra era a mãe que lhes permitia obter o que precisavam. Adoravam assim a Natureza e os astros. Por isso construíram monumentos de culto à fertilidade dos terrenos e das pastagens para os animais. Cultivavam também o culto dos mortos, pois acreditavam numa vida após a morte. A estas duas manifestações de arte damos o nome de megalitismo. 

Estas comunidades construíam outro tipo de monumentos a que chamamos as antas ou dólmenes. As antas tinham como objetivo depositar os mortos e prestar-lhes homenagem. Junto ao corpo juntavam objetos do quotidiano. As antas eram conjuntos de esteios de pedra colocados verticalmente formando um espaço circular, a que se dá o nome de câmara. Em cima, o espaço era coberto com uma laje de grandes dimensões. A entrada da anta tinha como uma porta em pedra sob a forma de uma laje. 

Junto das antas apareceram objetos diversos, como machados, pontas de seta, botões de osso, placas ornamentadas, contas de colar de osso ou âmbar. Nos esteios verticais em algumas estações arqueológicas foram encontrados decorações onde se notam figurações da imagem humana. 
As antas eram pedras colocadas na vertical, podendo ser considerados como elementos que indicavam espaços considerados importantes ou sagrados por estes povos. Também junto deles se faziam cerimónias de adoração da Natureza e de contemplação dos astros. 

Ainda de referir os cromeleques, círculos de pedras que serviam como relógios solares, pois estão organizados entre os espaços maiores e menores entre o nascer do Sol ao longo do ano. Eles comprovam que estas comunidades já conheciam a mudança das estações.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Os Iberos

Os Iberos terão fixado-se na Península Ibérica a partir do ano 1000 a.C., o que corresponde à transição da época do bronze para a época do ferro. Existindo algumas dúvidas sobre a sua origem, sendo dado a sua origem ou no norte de África, ou sendo mesmo originários da Península, dando o seu nome à derivação do nome Ebro, do rio, daí a semelhança com Iberus - Iberos. Sabe-se que na Idade do Ferro já habitavam a Península Ibérica.

Os Iberos eram povos agricultores e pastores e viviam em grandes povoados no cimo dos montes, em casas de forma retangular. Pensa-se que já construíam santuários, sobretudo para o culto dos animais. Já faziam a exploração de minérios. Já conheciam o arado, como outros povos e isso alterou as possibilidades das produções agrícolas melhorando as suas colheitas. Já conheciam a roda e já a utilizavam nos seus transportes. No espaço que hoje é formado por Espanha foram encontradas representações de carros com rodas, inclusive em pinturas rupestres, o que é de um período anterior à Idade do Ferro. OS Iberos estão associados à metalurgia do cobre e do bronze.

Os Iberos concentraram os seus mais importantes povoados no sul e sudeste  da Península Ibérica. Já faziam a produção de objetos de utilização quotidiana e assim desenvolveram a escultura, a ourivesaria e a cerâmica. Já tinham formas de expressão escrita que não se conseguiu ainda decifrar no seu significado.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Objetivos - Ficha nº 2

1. Caracterizar o relevo, o clima e a vegetação natural dos arquipélagos atlânticos;
2. Localizar no tempo a chegada à P. I. dos primeiros grupos humanos, identificando os fatores naturais que os levaram a fixar-se;
3. Descrever o modo de vida das comunidades recoletoras;
4. Descrever o modo de vida das comunidades agropastoris;
5. Reconhecer os castros como habitações relacionadas com o o modo de vida dos agropastoris.
6. Conhecer os primeiros povos mediterrânicos que contactaram com as populações da P. I. e reconhecer o contributo para a região desses contactos.
7. Reconhecer a importância da Arqueologia para o conhecimento histórico;
8. Distinguir a tipologia dos documentos históricos.