quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Objetivos - Ficha nº 2

1. Caracterizar o relevo, o clima e a vegetação natural dos arquipélagos atlânticos;
2. Localizar no tempo a chegada à P. I. dos primeiros grupos humanos, identificando os fatores naturais que os levaram a fixar-se;
3. Descrever o modo de vida das comunidades recoletoras;
4. Descrever o modo de vida das comunidades agropastoris;
5. Reconhecer os castros como habitações relacionadas com o o modo de vida dos agropastoris.
6. Conhecer os primeiros povos mediterrânicos que contactaram com as populações da P. I. e reconhecer o contributo para a região desses contactos.
7. Reconhecer a importância da Arqueologia para o conhecimento histórico;
8. Distinguir a tipologia dos documentos históricos.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

As comunidades agropastoris

Há cerca de 10.000 anos o clima da Terra aqueceu e isso permitiu alterar a fauna e a flora. Em especial no hemisfério norte o clima aproximou-se mais daquilo que hoje conhecemos. Os animais do tempo dos recolectores, de maior porte desapareceram. O homem vai-se tornar agricultor e pastor. Vai tornar-se um produtor de alimentos. Isto vai permitir-lhe deixar de ser nómada para passar a ser sedentário.

Estas comunidades agropastoris encontram-se junto ao litoral, acompanhando também alguns rios, como o Douro, o Tejo e o Sado. As suas principais atividades eram a agricultura e a pastorícia. Por vezes ainda se dedicavam à caça e à pesca quando tal era preciso. 

Com as comunidades agropastoris verifica-se que os homens e as mulheres faziam diferentes tarefas conforme o que necessitavam de realizar. Surgem assim os artesãos que fabricavam diversos instrumentos e utensílios. Acompanhando a agricultura e a pastorícia, surge a olaria, a cestaria, a tecelagem, a metalurgia. A produção de objetos em cerâmica, a utilização de mós ou o fabrico de instrumentos em ferro ou bronze eram importantes para o seu modo de vida

As comunidades recoletoras

Há muitos milhares de anos que o Homem habita a Península Ibérica. Estes primeiros habitantes da Península Ibérica tinham de ultrapassar muitas dificuldades e perigos para poderem sobreviver. Dependiam completamente da Natureza, pois tinham poucas técnicas para lidar o meio onde viviam e não sabiam produzir alimentos. Eram assim nómadas, procurando alimento onde o encontravam e por isso praticavam a caça, a pesca e a recoleção, apanhando frutos, raízes e folhas.

O clima era muito frio, o que era mais uma dificuldade a que se juntava animais de grande porte que tinham de caçar. Estes animais davam-lhes a carne, as peles para o vestuário e materiais para eles produzirem alguns dos seus instrumentos. 

Habitavam refúgios, como abrigos, grutas ou cavernas naturais. Abandonavam estes refúgios quando a alimentação escasseava nesse local. Juntavam-se em grupos de modo a poder superar as suas dificuldades e melhor arranjarem alimento. Com a descoberta do fogo foi possível melhorar a alimentação, aperfeiçoar instrumentos, afugentar os animais perigosos e iluminar os espaços que habitavam.

Os seus instrumentos eram feitos de pedra, osso e madeira. Entre os principais podemos destacar o arpão, o biface, o raspador, o perfurador, entre outros.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Ficha de avaliação nº1 - Correção

I - A Península Ibérica na Europa e no Mundo


1.1. O nome que se dá à forma de representação da Terra e que podemos observar no documento 1 é um globo terrestre.
1.2. Outras formas de representar a Terra podem ser a fotografia aérea, a imagem de satélite ou o planisfério.
1.3. A linha imaginária que divide a Terra em dois hemisférios chama-se equador.
1.4. Os dois hemisférios terrestres são o Hemisfério Norte e o Hemisfério Sul.
1.5. A Europa situa-se no Hemisfério Norte.

1.6. A Antártida situa-se no Hemisfério Sul.

II - A localização da Península Ibérica

2.1. A rosa dos ventos com os pontos cardeais e colaterais (desenhada ao lado).
2.2. A Península Ibérica é banhada a norte, a oeste e a sul pelo oceano Atlântico. É ainda banha a sul, a este e a sudeste pelo mar Mediterrâneo.
2.3. Os limites da Península Ibérica são:
2.3.1. situa-se o oceano Atlântico; 2.3.2. situa-se o mar Mediterrâneo.
2.4. Um mar que banha a Europa é o Mediterrâneo.

III - O relevo da Península Ibérica

3.1.  Dois dos rios que correm em grandes planícies são o Tejo e o Sado.
3.2. As principais formas de relevo na Península Ibérica são as planícies, as montanhas, os vales e os planaltos.
3.3. A principal forma de relevo que existe junto à costa é a planície.
3.4. No interior da Península Ibérica encontramos as terras altas, onde predominam planaltos e serras.
3.5. Três rios que vão desaguar ao oceano Atlântico são o Douro, o Tejo e o Guadiana.
3.6.1. As regiões do norte são menos montanhosas. - Falso
3.6.2. As regiões do sul são mais montanhosas. - Falso
3.6.3. A norte do rio Tejo predominam as planícies. - Falso
3.6.4. A sul do rio Tejo predominam as montanhas. - Falso
3.6.5. O Sul é uma região mais montanhosa que o norte. - Falso
3.7.1. As regiões do norte são mais montanhosas. 
3.7.2. As regiões do sul são menos montanhosas. 
3.7.3. A norte do rio Tejo não predominam as planícies. 
3.7.4. A sul do rio Tejo não predominam as montanhas. 
3.7.5. O Sul é uma região menos montanhosa que o norte. 

IV - O clima da Península Ibérica
4.1.  Os dois meses do ano com maior precipitação são janeiro e novembro.
4.2. Os dois meses com a temperatura mais elevada são julho e agosto.
4.3. A Península Ibérica localiza-se na zona climática designada de zona temperada do norte.
4.4. Na Península Ibérica, podemos distinguir três zonas climáticas: a zona atlântica, a zona continental e a zona mediterrânica.
4.5. A cidade do Porto situa-se na Península Ibérica, na zona atlântica.

Ficha de avaliação nº 1

HG-1 by Bibliodigital on Scribd

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A vegetação na Península Ibérica

Hoje quase não encontramos vegetação natural na Península Ibérica, pois pelas necessidades humanas e pelos fogos florestais ela quase desapareceu. A vegetação que encontramos é aquela que em grande parte foi introduzida pelo homem. A vegetação de uma região está dependente de diferentes fatores, como, o relevo, o clima e as características do solo.


 Na Península Ibérica encontramos três zonas de vegetação que estão muito próximas das divisões climáticas que já vimos antes. Temos assim uma zona atlântica, uma zona continental e uma zona mediterrânica.Na zona atlântica predominam as árvores de folha caduca. As árvores da floresta caduca são aquelas que perdem as folhas no Outono voltando a nascer na Primavera. Duas das mais representativas desta floresta são o castanheiro e o carvalho.

Na zona mediterrânica encontramos árvores de folha persistente, o que significa que não perdem a folha ao longo do ano. O sobreiro, a azinheira e o pinheiro-manso são as mais características desta região. Na zona continental encontramos uma vegetação rasteira e uma mistura de árvores de folha caduca e de folha persistente.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

As bacias hidrográficas

Os principais rios da Península Ibérica são rios internacionais, no sentido de que nascem num espaço político (Espanha) e vêm desaguar a Portugal. Este facto acontece porque o relevo está orientado de este para oeste. Entre estes rios estão o Douro, o Tejo e o Guadiana.

O rio Douro corre em montanhas e em vales apertados. Atravessa zonas com mais humidade e não tem um caudal tão irregular como o Guadiana ou o Tejo. Estes dois rios correm em planícies, onde o relevo tem menos altitude e onde o clima é mais quente e existe menos humidade. O rio Tejop e Guadiana são assim rios de caudal irregular, podendo no Verão ter um curso de água reduzido, em determinadas zonas.               
                                                           
Os rios têm uma nascente, geralmente situam-se nas zonas montanhosas devido à formação geológica que faz nascer as suas fontes e no seu percurso encontram outros rios mais pequenos que sã, os seus afluentes. O rio Douro por exemplo tem inúmeros afluentes, o Côa, o Tua, o Sabor. Ao conjunto formado pelo rio principal e seus afluentes damos o nome de bacia hidrográfica.