segunda-feira, 30 de abril de 2018

Objetivos - Ficha nº 5

1. Descrever o conhecimento do mundo que os europeus tinham do mundo no século XV;
2. Explicar o aparecimento de lendas e mitos sobre o mundo desconhecido;
3. Conhecer as motivações económicas que justificaram a expansão marítima portuguesa do séc. XV;
4. Referir a motivação de cada grupo social para participar na expansão marítima;
5. Justificar a prioridade portuguesa na expansão;
6. Reconhecer o papel essencial do Infante D. Henrique na fase inicial da expansão;
7. Conhecer o ano e o local que inicia a expansão marítima;
8. Descrever as principais descobertas e conquistas (D. João I, D. Afonso V, D. João II, D. Manuel I);
9. Compreender os diferentes rumos da expansão marítima (conquista/descoberta/exploração);
10. Explicar em que consistiu o Tratado de Tordesilhas;
11. Distinguir caravela de nau;
12. Explicar a "descoberta do Brasil".

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Objetivos - Ficha Nº 4


1. Identificar as atividades económicas praticadas no século XIII em Portugal;
2. Relacionar as atividades económicas com os recursos naturais existentes;
3. Explicar a importância da Carta de feira para a promoção do povoamento do território;
4. Identificar um senhorio e os seus diferentes elementos;
5. Descrever as atividades praticadas num mosteiro;
6. Descrever a vida num senhorio identificando obrigações dos camponeses para com os senhores;
7. Saber explicar o que é uma carta de foral;
8. Saber caracterizar as principais atribuições dadas aos concelhos pelo rei e reconhecer os seus símbolos;
9. Saber relacionar o aparecimento da burguesia com o crescimento das cidades;
10. Reconhecer o papel das Cortes na organização social deste século e o seu papel como local de participação na sociedade dos diferentes grupos sociais;
11. Identificar algumas das características da arte românica e da arte gótica;

Imagem - Irmãos Limbourg, de Les Très Riches Heures du Duc de Berry, 1410-1411, Museu de Chantilly.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Trabalho - Os contributos civilizacionais dos Romanos e Muçulmanos

O trabalho que deves apresentar até ao fim de Fevereiro deve ter, como qualquer outro que realizes, uma determinada  estrutura, a saber:

I - Introdução (apresentação do tema)

II - Desenvolvimento do Tema
     Neste caso deves dividir esta área do trabalho em duas subdivisões:
     A - Os contributos dos Romanos para uma alteração dos modos de vida da Península Ibérica:
        aspetos a destacar:
        . A romanização (conjunto de processos que alteraram o modo de vida que se vivia na Península Ibérica):
      - as atividades económicas, as construções, os elementos das cidades, a língua, a moeda, a religião.
     B - Os contributos dos Muçulmanos para uma transformação dos modos de vida da Península Ibérica:
       aspetos a destacar:
       . As atividades económicas (agricultura; artesanato; técnicas de uso da água, culturas agrícolas introduzidas);
       . A Língua e a Religião;
       . Ciências (indicar quais e que contributos foram dados).
       . A arte islâmica; construções realizadas;

III - Conclusão  (apresentar um balanço do que foi feito e que avaliação pode ser retirada). 

Nota - O trabalho deve ter numa última folha a Bibliografia (que recursos de livros, enciclopédias ou fontes na net foram consultados) e deve ter uma capa, onde se indique o seu tema, a disciplina e o autor do trabalho.

Imagem - sala Árabe do Palácio da Bolsa, cidade do Porto.

Objetivos - Ficha nº3

1. Caracterizar o processo de Reconquista Cristã;
2. Identificar o espaço de início da Reconquista Cristã;
3. Identificar o povo que viva na Península Ibérica quando se dá a expansão muçulmana;
4. Descrever o tipo de convivência entre Cristãos e Muçulmanos no Período da Reconquista;
5. Relacionar o surgimento do condado Portucalense com o processo da Reconquista;
6. Identificar os reinos Cristãos formados a partir do século XI na Península Ibérica;
7. Identificar as condições da doação do condado Portucalense ao conde D. Henrique;
9. Identificar num mapa os limites do condado Portucalense ;
10. Descrever as prioridades de D. Afonso Henriques no governo do condado Portucalense;
11. Explicar a importância do Tratado de Zamora e da bula papal para o reconhecimento do reino de Portugal;
12. Identificar o século em que é feita a conquista definitiva do Algarve?
13. Comparar as fronteiras de Portugal no século XIII e as de hoje;
14. Distinguir fronteira natural e fronteira convencional;

Imagem - Pormenor da oita cruzada.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Romanos e Muçulmanos - dados para a formação de um País

Olhando para Portugal verificamos que as Beiras ou o Minho são muito diferentes do Algarve, ou do Alentejo. A geografia explica alguma dessa diferença, devido ao clima e as características que acompanham cada região. O Norte, como sabemos é montanhoso, tem mais precipitação, enquanto o Sul é mais plano e seco. O curioso é que podemos estabelecer algumas correspondências entre as diferenças geográficas e as históricas. 

Foi no sul que apareceram as primeiras cidades, devido ao contacto com os povos do Mediterrâneo. No norte nesta altura a caça e a criação de gado foram atividades determinantes. Os povos que vieram do norte e realizaram as primeiras invasões procuraram sobretudo a regiões mais a norte, enquanto os que se dedicavam ao comércio e procuravam minérios se instalaram mais a sul. 

Os Romanos começaram inicialmente por procurar querer o comércio dessas cidades do sul. Acabaram, como sabemos por conquistar toda a Península e fazer um processo de romanização dos modos de vida peninsulares. Esta romanização incidiu no norte, mais nas cidades que nos campos.

Os Muçulmanos que conquistaram quase toda a Península, mas tiveram uma ação muito reduzida acima do rio Douro. Mesmo entre o Douro e o Mondego a sua ação foi limitada. Este quadro permite explicar porque foi no norte que os cristãos menos romanizados e menos sujeitos à ação dos muçulmanos construíram uma resistência que seria muito evidente já no século XI. No século XIII os Muçulmanos desaparecem numa faixa da Península, a que corresponde ao reino de Portugal e dois séculos depois o mesmo acontecerá com o fim do reino de Granada e o nascimento de Espanha, como país.

O sul tinha sido sempre mais urbanizado, onde existiam as principais atividades económicas, concentradas em cidades. As fortificações militares e os centros administrativos estavam ligados às cidades. Ideia iniciada pelos romanos de de colocar nas cidades e nas regiões municipais os exércitos e com isso impor a sua autoridade, fazer a exploração mineira e conduzir os diferentes produtos ao longo das suas estradas. Essas estradas estavam ligadas a portos, onde esses produtos percorriam todo o Mediterrâneo.  Os Muçulmanos fizeram algo parecido na organização das cidades com os seus juízes e alcaides (chefes militares) e também eles conduziram as produções e os produtos para o Mediterrâneo e Atlântico sul. 

As regiões do norte, à exceção de Braga tinham uma limitada economia urbana e por isso predominavam as atividades agrícolas. Esta situação fez com que o sul funcionasse como um polo de atração, pois as cidades do sul tinham uma civilização mais requintada, formada por uma grande influência romana e muçulmana. Foi este desenvolvimento que levou a uma certa cobiça dos reinos cristãos formados no século XI. Procuravam o ouro, os tecidos, os cavalos e as armas produzidas.

Os povos que viviam a orte aesar da romanização e de alguma influência muçulmana, apenas assumiram algum do conforto tecnológico e material da civilização urbana, depois de terem, eles próprios conquistado o sul. Assim assimilaram pelos Romanos a língua latina e o direito romano e que vai influenciar profundamente o poder dos reis e a organização do país no período medieval e moderno. Assimilaram dos Muçulmanos muitas técnicas artesanais (o trabalho da cerâmica, dos couros, dos metais, dos tecidos) e um conjunto de conhecimentos ligados à Matemática, à Astronomia, à Geografia ou à Medicina. 

Foi a junção destas duas heranças que levou à formação daquilo que se tornaria Portugal. Foi dela que nasceu algo que evoluiria com os séculos e que daria contorno ao que somos como País.

Imagens - Ruínas de Conímbriga e  pormenor do Alhambra.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O condado portucalense (a sua independência)

Com a morte do conde D. Henrique em 1109, D. Teresa passou a governar o Condado Portucalense. D. Afonso VII, o novo rei de Leão, a partir de 1126 exigiu a D. Teresa que esta fosse fiel ao estabelecido na doação do condado ao seu marido, D. Henrique. O filho de D. Teresa não concordava com esta fidelidade e desde muito cedo manifestou ideia de que o condado fosse independente. Assim era preciso que ele governasse o condado. Para isso derrotou a mãe na batalha de São Mamede em 1128 e após várias batalhas contra o rei de Leão, este reconhece a independência no Tratado de Zamora, em 1143.

D. Afonso Henriques viu o condado tornar-se um reino independente, chamado Portugal e ele próprio como rei desse reino. A ideia de Afonso Henriques era alargar o território para sul. Procurou combater os muçulmanos e conquistar importantes cidades como Leiria, Santarém e  Lisboa (1147). 
Nesta última teve a ajuda importante dos cruzados (guerreiros cristãos que lutavam em nome da fé cristã) conseguindo alargar as fronteiras do condado para lá do rio Tejo. 

Em 1179 o Papa reconheceria o reino de Portugal, como um reino por direito na Península Ibérica. D. Afonso Henriques morreria em 1185 com o reino a ter a fronteira sul na parte norte do Alentejo.  D. Afonso II em 1223 alargaria um pouco mais a fronteira, D. Sancho II reconquistaria toda a zona do Alentejo e D. Afonso III terminaria a reconquista em 1249 com o domínio do Algarve. Em 1297 seria celebrado o Tratado de Alcanizes que estabeleceria as fronteiras entre o reino de Portugal e o reino de Leão e Castela.

Imagem: a mais antiga representação de D. Afonso Henriques. É datada do final do século XII ou início do século XIII e já se podem observar a espada, o manto real a coroa de rei.
Créditos da imagem:Museu Arqueológico do Carmo / José Pessoa /IMC)

A Reconquista Cristã

A conquista muçulmana não se fez sentir em toda a Península Ibérica. Os cristãos refugiando-se nas serranias do Norte e Noroeste da Península, iniciaram a reconquista do território, formando novos reinos que se foram alargando sucessivamente para sul. O primeiro desses reinos foi o das Astúrias, formado no século VIII, que depois seria chamado de Leão.

Neste processo de reconquista desempenhou grande papel a Igreja Católica que com a sua ideia de utilizar soldados que combatiam em nome da fé cristã (os cruzados) veio alimentar o desejo de muitos cavaleiros que viram aí forma de enriquecer, mas também de difundir a sua fé. 
Foi com D. Afonso VI, rei de Leão que um desses cavaleiros receberia um condado (O Portucalense) pela ajuda prestada no combate aos muçulmanos, justamente o conde D. Henrique, vindo da Borgonha.

O Condado Portucalense estendia-se entre um pouco a sul do Minho e ia até à zona do rio Mondego. D. Henrique deveria administrar o condado e prestar vassalagem ao rei de Leão. Este concedeu ao conde D. Henrique a possibilidade de casar com uma das suas filhas, D. Teresa. Após a morte do conde D. Henrique viveram-se períodos de grandes conflitos dentro do Reino de Leão e a luta entre D. Teresa e Afonso Henriques enquadram-se neste domínio pelo controle do poder dentro do Condado Portucalense e da sua integração no reino de Leão.