quarta-feira, 11 de outubro de 2017

As bacias hidrográficas

Os principais rios da Península Ibérica são rios internacionais, no sentido de que nascem num espaço político (Espanha) e vêm desaguar a Portugal. Este facto acontece porque o relevo está orientado de este para oeste. Entre estes rios estão o Douro, o Tejo e o Guadiana.

O rio Douro corre em montanhas e em vales apertados. Atravessa zonas com mais humidade e não tem um caudal tão irregular como o Guadiana ou o Tejo. Estes dois rios correm em planícies, onde o relevo tem menos altitude e onde o clima é mais quente e existe menos humidade. O rio Tejop e Guadiana são assim rios de caudal irregular, podendo no Verão ter um curso de água reduzido, em determinadas zonas.               
                                                           
Os rios têm uma nascente, geralmente situam-se nas zonas montanhosas devido à formação geológica que faz nascer as suas fontes e no seu percurso encontram outros rios mais pequenos que sã, os seus afluentes. O rio Douro por exemplo tem inúmeros afluentes, o Côa, o Tua, o Sabor. Ao conjunto formado pelo rio principal e seus afluentes damos o nome de bacia hidrográfica.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

O clima na Península Ibérica

Quando acordamos e vemos como está o tempo e escolhemos a roupa que devemos vestir estamos a observar o estado do tempo. O somatório dos estados do tempo durante um período longo num determinado espaço geográfico permite-nos conhecer o clima de uma região. Para conhecer o clima temos de conhecer os seus diferentes elementos:
  • A temperatura - quantidade de calor ou frio de um corpo ou de um espaço físico. Mede-se em graus centígrados e para isso usamos termómetros;
  • A precipitação - quantidade de água, neve ou granizo que cai da atmosfera, sendo o mais relevante o primeiro. Mede-se em milímetros por metro quadrado e usa-se o pluviómetro;
  • O vento - É o ar em circulação. Podemos conhecer a sua direção (catavento) ou a sua velocidade (anemómetro);
A Europa situa-se, como sabes na zona temperada do Norte, uma das duas únicas que tem quatro estações do ano. Na Península Ibérica podemos encontrar três zonas com características temperadas, mas diferentes entre si. A saber:
  • O Norte e noroeste - Clima temperado marítimo (temperaturas amenas, devido a proximidade do oceano) e precipitação elevada, sobretudo no Inverno;
  • O Interior - Clima Temperado continental (Verões quentes  e Invernos frios). É uma zona com com pouca influência marítima e com pouca precipitação.
  • O Sul - Temperado mediterrânico (Verões quentes quentes e Invernos suaves) - recebe a influência do Atlântico e do norte de África.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

O 5 de outubro de 1910

A implantação da República


A Implantação da República em 5 de Outubro de 1910, é um dos grandes acontecimentos da História Contemporânea de Portugal. Este acontecimento teve um alcance social e político em que procurava realizar profundas transformações da sociedade portuguesa.

Sobre uma monarquia pouco adaptada às transformações económicas e sociais do fim do século XIX, os republicanos souberam aproveitar um imenso descontentamento social com as reais condições de vida da população, a que se juntava uma crise financeira, a difusão das ideias socialistas e a afirmação crescente em setores operários das ideias republicanas.

A República foi uma primeira tentativa no século XX de modernizar, democratizar e dar à população uma componente de cidadania, capaz de projetar o País numa possibilidade nova de desenvolvimento económico. Neste sentido, a educação como instrumento para formar cidadãos informados e participativos, onde a população pudesse ser alfabetizada foi uma das suas grandes iniciativas. Desvincular o ensino da religião e criar um estado laico, sem religião oficial, foram outras das suas preocupações.

A população, de maioria rural, estava pouco recetiva para as necessidades de escolarização. A República revelou-se pouco sensível à situação económica e social das pessoas. Transformou a questão religiosa num dos aspetos centrais da sua governação e acabaria por afundar-se num conjunto largo de desilusões.

A crise financeira, a instabilidade governativa, a anémica construção de instituições  que não souberam dar garantias efetivas de democratização e de cidadania, aliadas às desastrosas consequências na economia, da participação na 1ª Grande Guerra, afetaram de modo significativo a balança comercial e afundaram o projeto da 1ª República.

As ideias da 1ª República seriam retomadas em contextos diversos, após o fim do Estado Novo. A 1ª República tornou-se incapaz de reformar o sistema político e não soube organizar de um modo satisfatório a questão social. Tendo grandes ideais a 1º República terminaria em 1926 dando lugar a um regime militar e a um País ainda com níveis de desenvolvimento muito pobres. 

Imagem, "Resistência Republicana à Luta contra a Ditadura (1891-1974),
in Centro Português de Fotografia - Porto - 2010

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

O relevo na Península Ibérica

Chamamos relevo às diferentes formas que a superfície terrestre apresenta. 
As principais formas de relevo são, a planície, o planalto, a montanha  e o vale

A planície é uma forma de relevo plana ou levemente ondulada e com baixa altitude. Muitas vezes acompanham grandes rios nas suas zonas finas, quando se encaminham para a foz. O planalto é uma superfície plana com média ou elevada altitude. A montanha é uma forma irregular que se destaca das zonas à sua volta pela sua forma e pela elevada altitude que tem. O vale é o espaço compreendido entre duas vertentes, no qual, em geral, corre um rio.

Na Península Ibérica destacam-se o Planalto Central e a Cordilheira Central. No centro da Península Ibérica encontramos um grande planalto rodeado e atravessado por montanhas, onde os rios correm em vales profundos. As planícies localizam-se numa faixa perto do litoral e na parte terminal de alguns grandes rios. 
Encontramos junto ao litoral e nas margens de alguns grandes rios planícies. Podemos assim chamar-lhe planícies costeiras e fluviais. É no Tejo, Sado, Guadiana e Guadalquivir que encontramos as planícies fluviais.

A Península Ibérica tem no seu interior diferentes rios. O Tejo, o Douro e o Guadiana são rios que estão orientados de este para oeste, o que faz que venham desaguar ao Oceano Atlântico. O rio Minho é igualmente importante, pois marca a fronteira entre os dois países que viriam a nascer na Península Ibérica. Existem outros rios de curso mais reduzido, mas igualmente importantes, como sejam o Mondego, o Sado ou o Cávado

A nordeste fazendo fronteira natural com o resto da Europa, temos os Pirenéus, uma cordilheira de grande altitude.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

As formas de representação da Terra


Já vimos que podemos representar a Terra utilizando um globo terrestre, fotografias ou mapas. Estes últimos são os mais práticos para encontrarmos um determinado ponto da superfície terrestre e para realizarmos exercícios de localização geográfica. Um mapa tem um conjunto de elementos que ajuda a ler a informação que disponibiliza. Todos eles têm:
  • Um título - indica a temática do mapa;
  • Legenda - dá a explicação dos sinais gráficos do mapa (cores, símbolos,...);
  • Orientação - tem um sistema que permite orientarmo-nos e encontrar com precisão um ponto da superfície terrestre;
  • Escala - apresenta uma relação que relaciona a dimensão  real com a representada no mapa;
Um dos elementos essenciais dos mapas é o sistema de orientação permitido pela rosa dos ventos. Nela encontramos os pontos cardeais: N (Norte); S (Sul), E (Este) e O (Oeste). Temos ainda para uma melhor localização os pontos colaterais NE (Nordeste), NO (Noroeste), SE (Sudeste) e SO (Sudoeste).

Para podermos encontrar os diferentes pontos geográficos foram criadas linhas imaginárias que  dividem a Terra.  A mais importante é o equador, uma linha que divide a Terra em duas metades, o hemisfério norte e o hemisfério sul

Temos ainda os círculos, sendo os mais importantes, o Círculo Polar Ártico (Pólo Norte) e o Círculo Polar Antártico (Pólo Sul), o Trópico de Câncer e o Trópico de Capricórnio. Entre os trópicos e os círculos polares encontramos a zona temperada. Dos círculos polares aos pólos temos as zonas frias. 
Entre o Equador e os os Trópicos de Câncer de Capricórnio temos a zona quente da Terra. 
Os meridianos são outras das linhas geométricas que podemos desenhar na esfera terrestre. 
Os meridianos são círculos maiores e que se encontram perpendiculares ao equador. O principal meridiano dá pelo nome de Meridiano de Greenwich.
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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

O planeta Terra

Vivemos num Planeta que se chama Terra e que é um dos nove planetas que formam o nosso sistema solar. Este é constituído por planetas (Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e Plutão), pelos seus satélites, assim como milhares de asteróides e cometas. O nosso sistema solar tem uma estrela central, justamente o Sol. Este é a principal fonte de energia e é a estrela mais próxima da Terra. O nosso sistema solar no seu conjunto, com as diversas estrelas ocupa o espaço de uma galáxia, a que damos o nome de Via Láctea. 

A Terra, o planeta que habitamos, o único conhecido com formas de vida, é o quinto maior deste sistema solar e é o terceiro a contar do Sol. Tem uma forma esférica, ligeiramente achatada nos pólos, tem um satélite natural que é a Lua e é chamado como o Planeta Azul, pela sua cor azulada, devido à maior parte da sua constituição ser água. 

A forma de representar a Terra que mais próxima está da sua forma real é o globo terrestre. Todavia, não é a mais prática e por isso temos uma outra forma de a representar que é o planisfério, ou também designado mapa-múndi. Este representa toda a superfície da Terra. O mapa difere do planisfério por apresentar a representação de áreas mais reduzidas da superfície terrestre. A um conjunto organizado de mapas damos o nome de atlas.