sexta-feira, 2 de outubro de 2026

O século XVIII - Sociedade e poder político

Os anos que decorrem entre 1707 e 1750 são marcados pelo governo do rei D. João V. 
A sua ação pode ser caracterizada como a de um rei absoluto. A monarquia absoluta atinge no século XVIII a sua máxima expressão. O absolutismo era uma forma de governo que concentrava no rei os diferentes poderes, ou seja, o legislativo (fazer as leis), o executivo (executar a governação) e o judicial (julgar o cumprimento da lei). 

D. João V centralizou o seu governo em si e num grupo próximo de ministros, e retirou às Cortes o papel político que tinha tido em séculos anteriores. 
A sociedade portuguesa era formada por três grupos sociais, a saber, o clero, a nobreza e o chamado terceiro estado que incluía o povo e a burguesia. O clero e a nobreza eram grupos privilegiados. As suas funções estavam muito identificadas na sociedade (apoiar o rei no governo do país e ter uma função de defesa do reino [nobreza] e de serviço religioso e de construção da fé cristã [clero]). 

O clero tinha uma outra função muito importante que era a de presidir ao tribunal da Inquisição, cuja função era vigiar os que poderiam não praticar a fé cristã. A perseguição aos cristãos-novos e a execução nos autos-de-fé permitia manter privilégios e foi uma das mais negativas ações do clero e da monarquia na sociedade portuguesa.

No terceiro estado o elemento mais importante era a burguesia. O desenvolvimento de algumas “indústrias” e a participação no comércio internacional fez enriquecer os membros deste grupo que viviam sobretudo nas cidades. A maior parte do terceiro estado pertencia ao povo formado por agricultores e artesãos que desenvolviam as suas atividades em diferentes espaços do território nacional.
---------
Documento: “Os reis são juízes das riquezas e da fortuna dos seus vassalos, dispensadores da Justiça e distribuidores das mercês. No governo monárquico, o supremo poder reside todo inteiramente na pessoa de um só homem, o qual, não reconhece outro poder no mundo. O rei escolhe as pessoas que lhe parecem mais próprias para exercitarem nos diferentes ministérios do governo.”

José Seabra da Silva, Dedução Cronológica, (adaptado).

O clima na Península Ibérica

Quando acordamos e vemos como está o tempo e escolhemos a roupa que devemos vestir estamos a observar o estado do tempo. O somatório dos estados do tempo durante um período longo num determinado espaço geográfico permite-nos conhecer o clima de uma região. Para conhecer o clima temos de conhecer os seus diferentes elementos:
  • A temperatura - quantidade de calor ou frio de um corpo ou de um espaço físico. Mede-se em graus centígrados e para isso usamos termómetros;
  • A precipitação - quantidade de água, neve ou granizo que cai da atmosfera, sendo o mais relevante o primeiro. Mede-se em milímetros por metro quadrado e usa-se o pluviómetro;
  • O vento - É o ar em circulação. Podemos conhecer a sua direção (catavento) ou a sua velocidade (anemómetro);
A Europa situa-se, como sabes na zona temperada do Norte, uma das duas únicas que tem quatro estações do ano. Na Península Ibérica podemos encontrar três zonas com características temperadas, mas diferentes entre si. A saber:
  • O Norte e noroeste - Clima temperado marítimo (temperaturas amenas, devido a proximidade do oceano) e precipitação elevada, sobretudo no Inverno;
  • O Interior - Clima Temperado continental (Verões quentes  e Invernos frios). É uma zona com com pouca influência marítima e com pouca precipitação.
  • O Sul - Temperado mediterrânico (Verões quentes quentes e Invernos suaves) - recebe a influência do Atlântico e do norte de África.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

O relevo na Península Ibérica

Chamamos relevo às diferentes formas que a superfície terrestre apresenta. 
As principais formas de relevo são, a planície, o planalto, a montanha  e o vale. 

A planície é uma forma de relevo plana ou levemente ondulada e com baixa altitude. Muitas vezes acompanham grandes rios nas suas zonas finas, quando se encaminham para a foz. O planalto é uma superfície plana com média ou elevada altitude. A montanha é uma forma irregular que se destaca das zonas à sua volta pela sua forma e pela elevada altitude que tem. O vale é o espaço compreendido entre duas vertentes, no qual, em geral, corre um rio.

Na Península Ibérica destacam-se o Planalto Central e a Cordilheira Central. No centro da Península Ibérica encontramos um grande planalto rodeado e atravessado por montanhas, onde os rios correm em vales profundos. As planícies localizam-se numa faixa perto do litoral e na parte terminal de alguns grandes rios. 
Encontramos junto ao litoral e nas margens de alguns grandes rios planícies. Podemos assim chamar-lhe planícies costeiras e fluviais. É no Tejo, Sado, Guadiana e Guadalquivir que encontramos as planícies fluviais.

A Península Ibérica tem no seu interior diferentes rios. O Tejo, o Douro e o Guadiana são rios que estão orientados de este para oeste, o que faz que venham desaguar ao Oceano Atlântico. O rio Minho é igualmente importante, pois marca a fronteira entre os dois países que viriam a nascer na Península Ibérica. Existem outros rios de curso mais reduzido, mas igualmente importantes, como sejam o Mondego, o Sado ou o Cávado. 

A nordeste fazendo fronteira natural com o resto da Europa, temos os Pirenéus, uma cordilheira de grande altitude.

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Entre o século XVII e XVIII


O século XVII foi um período de crise económica, social e política, de certo modo semelhante à que se tinha vivido no século XIV.  Em ambas se verificou de um modo distinto uma libertação face a Castela e a Espanha.  Por outro lado, em ambas se verificou a transferência de poder entre grupos. Na primeira da alta nobreza para cavaleiros e burgueses e a segunda de governantes estrangeiros para um grupo de fidalgos que se queriam libertar do poder castelhano. 

As duas têm no entanto uma grande diferença. A crise do século XIV concedeu oportunidades a grupos alargados da população, a do século XVII limitou essas oportunidades a um grupo reduzido da população. Só existia liberdade de comércio no reino e no Brasil. Neste território diferentes elementos dos vários grupos sociais podiam ter acesso a diferentes oportunidades, mas os lucros eram muito limitados a uma minoria. A crise do século XVII trouxe transformações, mas de sentido diferente às que tinham ocorrido no século XIV.

O quadro social e económico que saiu da crise do século XVII não pode ser caracterizado como de progresso económico. A administração feita pela Coroa era pouco eficaz e estava dominada por interesses locais, sobretudo associados aos interesses e poder de fidalgos e de membros locais do clero. A nobreza tinha uma atitude de grande consumo de produtos de luxo (alimentação, vestuário) e vivia segundo uma ideia não produtiva para o País. O poder da Coroa e do Estado diminuíram e só iriam melhorar no fim do século XVIII.

O século XVIII trará algumas alterações, onde encontramos uma nova forma de arte, o barroco e a chegada do ouro e dos diamantes brasileiros. Esta chegada fez criar um conjunto de hábitos improdutivos no País. Foram construídas muitas igrejas ricamente decoradas, muitos palácios de construção sumptuosa e eram dados muitos concertos na corte e nos solares da alta nobreza. Criaram-se academias, bibliotecas, mas tudo isso era para exclusivo benefício de uma  minoria ligada à nobreza e algum clero. As relações com o exterior por parte da Coroa mantinham uma ideia de luxo que era contraditória com os modos de vida de grande parte da população.

O século XVIII, na sua 2ª metade observaria algumas alterações que mudaram um pouco este quadro. Os estrangeirados (alunos que estudavam no estrangeiro e que regressaram) que mostraram a importância de reduzir as ideia de aparência e de luxo, que esclareceram da necessidade de desenvolver as actividades económicas e de acolher a participação de todos levariam a algumas mudanças importantes. Nascia o despotismo esclarecido, no qual uma figura terá um papel determinante, o Marquês de Pombal.

Só no século XIX com as Invasões Francesas e sobretudo com as ideias da Revolução Francesa e com algum triunfo da burguesia se deram alterações capazes de transformar o País. As alterações foram feitas à base de muito confronto e contradição entre diferentes elementos. O preço pago pela crise do século XVII e da União Ibérica foi muito alto e ficaria por muitas décadas. São essas consequências ainda presentes nos séculos XVIII e XIX que serão tratadas no estudo da desta disciplina no próximo ano lectivo, assim como aquilo que o século XX soube construir.

As formas de representação da Terra


Já vimos que podemos representar a Terra utilizando um globo terrestre, fotografias ou mapas. Estes últimos são os mais práticos para encontrarmos um determinado ponto da superfície terrestre e para realizarmos exercícios de localização geográfica. Um mapa tem um conjunto de elementos que ajuda a ler a informação que disponibiliza. Todos eles têm:
  • Um título - indica a temática do mapa;
  • Legenda - dá a explicação dos sinais gráficos do mapa (cores, símbolos,...);
  • Orientação - tem um sistema que permite orientarmo-nos e encontrar com precisão um ponto da superfície terrestre;
  • Escala - apresenta uma relação que relaciona a dimensão  real com a representada no mapa;
Um dos elementos essenciais dos mapas é o sistema de orientação permitido pela rosa dos ventos. Nela encontramos os pontos cardeais: N (Norte); S (Sul), E (Este) e O (Oeste). Temos ainda para uma melhor localização os pontos colaterais NE (Nordeste), NO (Noroeste), SE (Sudeste) e SO (Sudoeste).

Para podermos encontrar os diferentes pontos geográficos foram criadas linhas imaginárias que  dividem a Terra.  A mais importante é o equador, uma linha que divide a Terra em duas metades, o hemisfério norte e o hemisfério sul. 

Temos ainda os círculos, sendo os mais importantes, o Círculo Polar Ártico (Pólo Norte) e o Círculo Polar Antártico (Pólo Sul), o Trópico de Câncer e o Trópico de Capricórnio. Entre os trópicos e os círculos polares encontramos a zona temperada. Dos círculos polares aos pólos temos as zonas frias. 
Entre o Equador e os os Trópicos de Câncer de Capricórnio temos a zona quente da Terra. 
Os meridianos são outras das linhas geométricas que podemos desenhar na esfera terrestre. 
Os meridianos são círculos maiores e que se encontram perpendiculares ao equador. O principal meridiano dá pelo nome de Meridiano de Greenwich.
...

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Os temas em estudo - 6º ano -

Tema D - Portugal do século XVIII ao século XIX
  1. O império português, o poder absoluto, a sociedade e a arte no séc. XVIII
  2. A revolução francesa de 1789 e os seus reflexos em Portugal
  3. Portugal na 2ª metade do século XIX
Tema E - Portugal no século XX
  1. Da revolução republicana à ditadura militar de 1926
  2. O Estado Novo
  3. O 25 de Abril de 1974 e o regime democrático
Tema F - Portugal Hoje
  1. A população portuguesa
  2. Os lugares onde vivemos
  3. As atividades que desenvolvemos
  4. O mundo mais perto de nós
  5. Lazer e património

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Os equinócios


No percurso da Terra à volta do sol ocorrem duas vezes aquilo a que chamamos equinócios. Um em março e outro em setembro. Com eles definem-se duas estações do ano. 

O equinócio de março define a Primavera no Hemisfério norte e o outono no hemisfério sul. No equinócio de setembro ocorre o inverso desta situação. Assim, o equinócio de setembro marca o início do Outono no Hemisfério norte e a Primavera no Hemisfério sul.

A palavra equinócio tem a sua origem no latim, com a designação , "aequus", o que significa igual e "nox", que significa assim"noites iguais".

O equinócio é um fenómeno em que podemos observar que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Nos equinócios o dia e a noite têm uma duração igual de tempo, justamente doze horas de duração.