quinta-feira, 1 de outubro de 2026

O relevo na Península Ibérica

Chamamos relevo às diferentes formas que a superfície terrestre apresenta. 
As principais formas de relevo são, a planície, o planalto, a montanha  e o vale. 

A planície é uma forma de relevo plana ou levemente ondulada e com baixa altitude. Muitas vezes acompanham grandes rios nas suas zonas finas, quando se encaminham para a foz. O planalto é uma superfície plana com média ou elevada altitude. A montanha é uma forma irregular que se destaca das zonas à sua volta pela sua forma e pela elevada altitude que tem. O vale é o espaço compreendido entre duas vertentes, no qual, em geral, corre um rio.

Na Península Ibérica destacam-se o Planalto Central e a Cordilheira Central. No centro da Península Ibérica encontramos um grande planalto rodeado e atravessado por montanhas, onde os rios correm em vales profundos. As planícies localizam-se numa faixa perto do litoral e na parte terminal de alguns grandes rios. 
Encontramos junto ao litoral e nas margens de alguns grandes rios planícies. Podemos assim chamar-lhe planícies costeiras e fluviais. É no Tejo, Sado, Guadiana e Guadalquivir que encontramos as planícies fluviais.

A Península Ibérica tem no seu interior diferentes rios. O Tejo, o Douro e o Guadiana são rios que estão orientados de este para oeste, o que faz que venham desaguar ao Oceano Atlântico. O rio Minho é igualmente importante, pois marca a fronteira entre os dois países que viriam a nascer na Península Ibérica. Existem outros rios de curso mais reduzido, mas igualmente importantes, como sejam o Mondego, o Sado ou o Cávado. 

A nordeste fazendo fronteira natural com o resto da Europa, temos os Pirenéus, uma cordilheira de grande altitude.

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Entre o século XVII e XVIII


O século XVII foi um período de crise económica, social e política, de certo modo semelhante à que se tinha vivido no século XIV.  Em ambas se verificou de um modo distinto uma libertação face a Castela e a Espanha.  Por outro lado, em ambas se verificou a transferência de poder entre grupos. Na primeira da alta nobreza para cavaleiros e burgueses e a segunda de governantes estrangeiros para um grupo de fidalgos que se queriam libertar do poder castelhano. 

As duas têm no entanto uma grande diferença. A crise do século XIV concedeu oportunidades a grupos alargados da população, a do século XVII limitou essas oportunidades a um grupo reduzido da população. Só existia liberdade de comércio no reino e no Brasil. Neste território diferentes elementos dos vários grupos sociais podiam ter acesso a diferentes oportunidades, mas os lucros eram muito limitados a uma minoria. A crise do século XVII trouxe transformações, mas de sentido diferente às que tinham ocorrido no século XIV.

O quadro social e económico que saiu da crise do século XVII não pode ser caracterizado como de progresso económico. A administração feita pela Coroa era pouco eficaz e estava dominada por interesses locais, sobretudo associados aos interesses e poder de fidalgos e de membros locais do clero. A nobreza tinha uma atitude de grande consumo de produtos de luxo (alimentação, vestuário) e vivia segundo uma ideia não produtiva para o País. O poder da Coroa e do Estado diminuíram e só iriam melhorar no fim do século XVIII.

O século XVIII trará algumas alterações, onde encontramos uma nova forma de arte, o barroco e a chegada do ouro e dos diamantes brasileiros. Esta chegada fez criar um conjunto de hábitos improdutivos no País. Foram construídas muitas igrejas ricamente decoradas, muitos palácios de construção sumptuosa e eram dados muitos concertos na corte e nos solares da alta nobreza. Criaram-se academias, bibliotecas, mas tudo isso era para exclusivo benefício de uma  minoria ligada à nobreza e algum clero. As relações com o exterior por parte da Coroa mantinham uma ideia de luxo que era contraditória com os modos de vida de grande parte da população.

O século XVIII, na sua 2ª metade observaria algumas alterações que mudaram um pouco este quadro. Os estrangeirados (alunos que estudavam no estrangeiro e que regressaram) que mostraram a importância de reduzir as ideia de aparência e de luxo, que esclareceram da necessidade de desenvolver as actividades económicas e de acolher a participação de todos levariam a algumas mudanças importantes. Nascia o despotismo esclarecido, no qual uma figura terá um papel determinante, o Marquês de Pombal.

Só no século XIX com as Invasões Francesas e sobretudo com as ideias da Revolução Francesa e com algum triunfo da burguesia se deram alterações capazes de transformar o País. As alterações foram feitas à base de muito confronto e contradição entre diferentes elementos. O preço pago pela crise do século XVII e da União Ibérica foi muito alto e ficaria por muitas décadas. São essas consequências ainda presentes nos séculos XVIII e XIX que serão tratadas no estudo da desta disciplina no próximo ano lectivo, assim como aquilo que o século XX soube construir.

As formas de representação da Terra


Já vimos que podemos representar a Terra utilizando um globo terrestre, fotografias ou mapas. Estes últimos são os mais práticos para encontrarmos um determinado ponto da superfície terrestre e para realizarmos exercícios de localização geográfica. Um mapa tem um conjunto de elementos que ajuda a ler a informação que disponibiliza. Todos eles têm:
  • Um título - indica a temática do mapa;
  • Legenda - dá a explicação dos sinais gráficos do mapa (cores, símbolos,...);
  • Orientação - tem um sistema que permite orientarmo-nos e encontrar com precisão um ponto da superfície terrestre;
  • Escala - apresenta uma relação que relaciona a dimensão  real com a representada no mapa;
Um dos elementos essenciais dos mapas é o sistema de orientação permitido pela rosa dos ventos. Nela encontramos os pontos cardeais: N (Norte); S (Sul), E (Este) e O (Oeste). Temos ainda para uma melhor localização os pontos colaterais NE (Nordeste), NO (Noroeste), SE (Sudeste) e SO (Sudoeste).

Para podermos encontrar os diferentes pontos geográficos foram criadas linhas imaginárias que  dividem a Terra.  A mais importante é o equador, uma linha que divide a Terra em duas metades, o hemisfério norte e o hemisfério sul. 

Temos ainda os círculos, sendo os mais importantes, o Círculo Polar Ártico (Pólo Norte) e o Círculo Polar Antártico (Pólo Sul), o Trópico de Câncer e o Trópico de Capricórnio. Entre os trópicos e os círculos polares encontramos a zona temperada. Dos círculos polares aos pólos temos as zonas frias. 
Entre o Equador e os os Trópicos de Câncer de Capricórnio temos a zona quente da Terra. 
Os meridianos são outras das linhas geométricas que podemos desenhar na esfera terrestre. 
Os meridianos são círculos maiores e que se encontram perpendiculares ao equador. O principal meridiano dá pelo nome de Meridiano de Greenwich.
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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Os temas em estudo - 6º ano -

Tema D - Portugal do século XVIII ao século XIX
  1. O império português, o poder absoluto, a sociedade e a arte no séc. XVIII
  2. A revolução francesa de 1789 e os seus reflexos em Portugal
  3. Portugal na 2ª metade do século XIX
Tema E - Portugal no século XX
  1. Da revolução republicana à ditadura militar de 1926
  2. O Estado Novo
  3. O 25 de Abril de 1974 e o regime democrático
Tema F - Portugal Hoje
  1. A população portuguesa
  2. Os lugares onde vivemos
  3. As atividades que desenvolvemos
  4. O mundo mais perto de nós
  5. Lazer e património

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Os equinócios


No percurso da Terra à volta do sol ocorrem duas vezes aquilo a que chamamos equinócios. Um em março e outro em setembro. Com eles definem-se duas estações do ano. 

O equinócio de março define a Primavera no Hemisfério norte e o outono no hemisfério sul. No equinócio de setembro ocorre o inverso desta situação. Assim, o equinócio de setembro marca o início do Outono no Hemisfério norte e a Primavera no Hemisfério sul.

A palavra equinócio tem a sua origem no latim, com a designação , "aequus", o que significa igual e "nox", que significa assim"noites iguais".

O equinócio é um fenómeno em que podemos observar que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Nos equinócios o dia e a noite têm uma duração igual de tempo, justamente doze horas de duração.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O planeta Terra

Vivemos num Planeta que se chama Terra e que é um dos nove planetas que formam o nosso sistema solar. Este é constituído por planetas (Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e Plutão), pelos seus satélites, assim como milhares de asteroides e cometas. O nosso sistema solar tem uma estrela central, justamente o Sol. Este é a principal fonte de energia e é a estrela mais próxima da Terra. O nosso sistema solar no seu conjunto, com as diversas estrelas ocupa o espaço de uma galáxia, a que damos o nome de Via Láctea. 

A Terra, o planeta que habitamos, o único conhecido com formas de vida, é o quinto maior deste sistema solar e é o terceiro a contar do Sol. Tem uma forma esférica, ligeiramente achatada nos polos, tem um satélite natural que é a Lua e é chamado como o Planeta Azul, pela sua cor azulada, devido à maior parte da sua constituição ser água. 

A forma de representar a Terra que mais próxima está da sua forma real é o globo terrestre. Todavia, não é a mais prática e por isso temos uma outra forma de a representar que é o planisfério, ou também designado mapa-múndi. Este representa toda a superfície da Terra. O mapa difere do planisfério por apresentar a representação de áreas mais reduzidas da superfície terrestre. A um conjunto organizado de mapas damos o nome de atlas.