segunda-feira, 12 de outubro de 2026

As bacias hidrográficas

Os principais rios da Península Ibérica são rios internacionais, no sentido de que nascem num espaço político (Espanha) e vêm desaguar a Portugal. Este facto acontece porque o relevo está orientado de este para oeste. Entre estes rios estão o Douro, o Tejo e o Guadiana.

O rio Douro corre em montanhas e em vales apertados. Atravessa zonas com mais humidade e não tem um caudal tão irregular como o Guadiana ou o Tejo. Estes dois rios correm em planícies, onde o relevo tem menos altitude e onde o clima é mais quente e existe menos humidade. O rio Tejop e Guadiana são assim rios de caudal irregular, podendo no Verão ter um curso de água reduzido, em determinadas zonas.               
                                                           
Os rios têm uma nascente, geralmente situam-se nas zonas montanhosas devido à formação geológica que faz nascer as suas fontes e no seu percurso encontram outros rios mais pequenos que sã, os seus afluentes. 
 
O rio Douro por exemplo tem inúmeros afluentes, o Côa, o Tua, o Sabor. Ao conjunto formado pelo rio principal e seus afluentes damos o nome de rede hidrográfica.Esta rede ocupa um determinado espaço que se alarga do rio até às zonas que lhe estão próximas. A esse espaço ou área onde está inserida a rede hidrográfica damos o nome de bacia hidrográfica.

O império português do século XVIII - A exploração do Brasil


 

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

O Barroco

1. A arte no tempo de D. João V

O reinado de D. João V que ocupou a primeira metade do século XVIII foi um período de grande atividade artística.
Construíram-se edifícios religiosos e civis, e muitos deles eram financiados pelo rei. Para o planear, D. João V contratou arquitetos italianos e alemães. A grande construção do reinado de D. João V foi o Convento de Mafra. Foram também de iniciativa do rei a construção da Biblioteca da Universidade de Coimbra e o Aqueduto das Águas Livres de Lisboa. 
As construções destes período tinham um conjunto de características que ficou conhecido como o estilo barroco. Vejamos as suas principais características.

2. O Barroco

O Barroco como estilo artístico teve a sua origem em Itália no século XVII e rapidamente se expandiu por toda a Europa. O Barroco tinha muitos elementos decorativos e esta era uma característica que o absolutismo real apreciava, pois representava a sua grandiosidade e poder. A arte barroca manifestou-se na arquitetura, na escultura, na música e na literatura. 
Em Portugal, o Barroco teve a sua maior expressão no século XVIII, com a construção de grandes monumentos, ricamente decorados com mármore, azulejo e talha dourada. 
Na arquitetura misturavam-se nas fachadas dos edifícios figuras humanas, linhas curvas e contracurvas, flores, conchas. A utilização de grandes escadarias era também muito frequente. A ideia de movimento estava muito presente devido à utilização frequente de linhas curvas.
A talha dourada foi uma técnica muito desenvolvida no século XVIII que consistia em trabalhar a madeira de modo a ser esculpida, a que depois era colocada uma folha de ouro. As remessas do ouro brasileiro financiaram as despesas com estas obras realizadas em igrejas e em diversos objetos. 

Na pintura o Barroco também desenvolveu obras importantes em Portugal, como foi o caso da pintora Josefa de Óbidos. Esta pintora usava muitos contrastes de luz e sombra no seus quadros. 
A utilização de painéis de azulejos em igrejas e outras construções ligadas ao Rei, à Nobreza e ao Clero é outra das características do estilo barroco.

(Imagens: Igreja da Misericórdia, 1748, Porto; Capela das Malheiras, Viana do Castelo, Século XVIII; Igreja de Santa Clara, Porto, Século XVIII e pintura de Josefa de Óbidos, Natividade, 1650).

A vegetação na Península Ibérica

Hoje quase não encontramos vegetação natural na Península Ibérica, pois pelas necessidades humanas e pelos fogos florestais ela quase desapareceu. A vegetação que encontramos é aquela que em grande parte foi introduzida pelo homem. A vegetação de uma região está dependente de diferentes fatores, como, o relevo, o clima e as características do solo.


 Na Península Ibérica encontramos três zonas de vegetação que estão muito próximas das divisões climáticas que já vimos antes. Temos assim uma zona atlântica, uma zona continental e uma zona mediterrânica.Na zona atlântica predominam as árvores de folha caduca. As árvores da floresta caduca são aquelas que perdem as folhas no Outono voltando a nascer na Primavera. Duas das mais representativas desta floresta são o castanheiro e o carvalho.

Na zona mediterrânica encontramos árvores de folha persistente, o que significa que não perdem a folha ao longo do ano. O sobreiro, a azinheira e o pinheiro-manso são as mais características desta região. Na zona continental encontramos uma vegetação rasteira e uma mistura de árvores de folha caduca e de folha persistente.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

O século XVIII - Sociedade e poder político

Os anos que decorrem entre 1707 e 1750 são marcados pelo governo do rei D. João V. 
A sua ação pode ser caracterizada como a de um rei absoluto. A monarquia absoluta atinge no século XVIII a sua máxima expressão. O absolutismo era uma forma de governo que concentrava no rei os diferentes poderes, ou seja, o legislativo (fazer as leis), o executivo (executar a governação) e o judicial (julgar o cumprimento da lei). 

D. João V centralizou o seu governo em si e num grupo próximo de ministros, e retirou às Cortes o papel político que tinha tido em séculos anteriores. 
A sociedade portuguesa era formada por três grupos sociais, a saber, o clero, a nobreza e o chamado terceiro estado que incluía o povo e a burguesia. O clero e a nobreza eram grupos privilegiados. As suas funções estavam muito identificadas na sociedade (apoiar o rei no governo do país e ter uma função de defesa do reino [nobreza] e de serviço religioso e de construção da fé cristã [clero]). 

O clero tinha uma outra função muito importante que era a de presidir ao tribunal da Inquisição, cuja função era vigiar os que poderiam não praticar a fé cristã. A perseguição aos cristãos-novos e a execução nos autos-de-fé permitia manter privilégios e foi uma das mais negativas ações do clero e da monarquia na sociedade portuguesa.

No terceiro estado o elemento mais importante era a burguesia. O desenvolvimento de algumas “indústrias” e a participação no comércio internacional fez enriquecer os membros deste grupo que viviam sobretudo nas cidades. A maior parte do terceiro estado pertencia ao povo formado por agricultores e artesãos que desenvolviam as suas atividades em diferentes espaços do território nacional.
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Documento: “Os reis são juízes das riquezas e da fortuna dos seus vassalos, dispensadores da Justiça e distribuidores das mercês. No governo monárquico, o supremo poder reside todo inteiramente na pessoa de um só homem, o qual, não reconhece outro poder no mundo. O rei escolhe as pessoas que lhe parecem mais próprias para exercitarem nos diferentes ministérios do governo.”

José Seabra da Silva, Dedução Cronológica, (adaptado).

O clima na Península Ibérica

Quando acordamos e vemos como está o tempo e escolhemos a roupa que devemos vestir estamos a observar o estado do tempo. O somatório dos estados do tempo durante um período longo num determinado espaço geográfico permite-nos conhecer o clima de uma região. Para conhecer o clima temos de conhecer os seus diferentes elementos:
  • A temperatura - quantidade de calor ou frio de um corpo ou de um espaço físico. Mede-se em graus centígrados e para isso usamos termómetros;
  • A precipitação - quantidade de água, neve ou granizo que cai da atmosfera, sendo o mais relevante o primeiro. Mede-se em milímetros por metro quadrado e usa-se o pluviómetro;
  • O vento - É o ar em circulação. Podemos conhecer a sua direção (catavento) ou a sua velocidade (anemómetro);
A Europa situa-se, como sabes na zona temperada do Norte, uma das duas únicas que tem quatro estações do ano. Na Península Ibérica podemos encontrar três zonas com características temperadas, mas diferentes entre si. A saber:
  • O Norte e noroeste - Clima temperado marítimo (temperaturas amenas, devido a proximidade do oceano) e precipitação elevada, sobretudo no Inverno;
  • O Interior - Clima Temperado continental (Verões quentes  e Invernos frios). É uma zona com com pouca influência marítima e com pouca precipitação.
  • O Sul - Temperado mediterrânico (Verões quentes quentes e Invernos suaves) - recebe a influência do Atlântico e do norte de África.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

O relevo na Península Ibérica

Chamamos relevo às diferentes formas que a superfície terrestre apresenta. 
As principais formas de relevo são, a planície, o planalto, a montanha  e o vale. 

A planície é uma forma de relevo plana ou levemente ondulada e com baixa altitude. Muitas vezes acompanham grandes rios nas suas zonas finas, quando se encaminham para a foz. O planalto é uma superfície plana com média ou elevada altitude. A montanha é uma forma irregular que se destaca das zonas à sua volta pela sua forma e pela elevada altitude que tem. O vale é o espaço compreendido entre duas vertentes, no qual, em geral, corre um rio.

Na Península Ibérica destacam-se o Planalto Central e a Cordilheira Central. No centro da Península Ibérica encontramos um grande planalto rodeado e atravessado por montanhas, onde os rios correm em vales profundos. As planícies localizam-se numa faixa perto do litoral e na parte terminal de alguns grandes rios. 
Encontramos junto ao litoral e nas margens de alguns grandes rios planícies. Podemos assim chamar-lhe planícies costeiras e fluviais. É no Tejo, Sado, Guadiana e Guadalquivir que encontramos as planícies fluviais.

A Península Ibérica tem no seu interior diferentes rios. O Tejo, o Douro e o Guadiana são rios que estão orientados de este para oeste, o que faz que venham desaguar ao Oceano Atlântico. O rio Minho é igualmente importante, pois marca a fronteira entre os dois países que viriam a nascer na Península Ibérica. Existem outros rios de curso mais reduzido, mas igualmente importantes, como sejam o Mondego, o Sado ou o Cávado. 

A nordeste fazendo fronteira natural com o resto da Europa, temos os Pirenéus, uma cordilheira de grande altitude.