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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

As comunidades agropastoris

Há cerca de 10.000 anos o clima da Terra aqueceu e isso permitiu alterar a fauna e a flora. Em especial no hemisfério norte o clima aproximou-se mais daquilo que hoje conhecemos. Os animais do tempo dos recolectores, de maior porte desapareceram. O homem vai-se tornar agricultor e pastor. Vai tornar-se um produtor de alimentos. Isto vai permitir-lhe deixar de ser nómada para passar a ser sedentário.

Estas comunidades agropastoris encontram-se junto ao litoral, acompanhando também alguns rios, como o Douro, o Tejo e o Sado. As suas principais atividades eram a agricultura e a pastorícia. Por vezes ainda se dedicavam à caça e à pesca quando tal era preciso. 

Com as comunidades agropastoris verifica-se que os homens e as mulheres faziam diferentes tarefas conforme o que necessitavam de realizar. Surgem assim os artesãos que fabricavam diversos instrumentos e utensílios. Acompanhando a agricultura e a pastorícia, surge a olaria, a cestaria, a tecelagem, a metalurgia. A produção de objetos em cerâmica, a utilização de mós ou o fabrico de instrumentos em ferro ou bronze eram importantes para o seu modo de vida

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

As comunidades recoletoras

Há muitos milhares de anos que o Homem habita a Península Ibérica. Estes primeiros habitantes da Península Ibérica tinham de ultrapassar muitas dificuldades e perigos para poderem sobreviver. Dependiam completamente da Natureza, pois tinham poucas técnicas para lidar o meio onde viviam e não sabiam produzir alimentos. Eram assim nómadas, procurando alimento onde o encontravam e por isso praticavam a caça, a pesca e a recoleção, apanhando frutos, raízes e folhas.

O clima era muito frio, o que era mais uma dificuldade a que se juntava animais de grande porte que tinham de caçar. Estes animais davam-lhes a carne, as peles para o vestuário e materiais para eles produzirem alguns dos seus instrumentos. 

Habitavam refúgios, como abrigos, grutas ou cavernas naturais. Abandonavam estes refúgios quando a alimentação escasseava nesse local. Juntavam-se em grupos de modo a poder superar as suas dificuldades e melhor arranjarem alimento. Com a descoberta do fogo foi possível melhorar a alimentação, aperfeiçoar instrumentos, afugentar os animais perigosos e iluminar os espaços que habitavam.

Os seus instrumentos eram feitos de pedra, osso e madeira. Entre os principais podemos destacar o arpão, o biface, o raspador, o perfurador, entre outros.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

As bacias hidrográficas

Os principais rios da Península Ibérica são rios internacionais, no sentido de que nascem num espaço político (Espanha) e vêm desaguar a Portugal. Este facto acontece porque o relevo está orientado de este para oeste. Entre estes rios estão o Douro, o Tejo e o Guadiana.

O rio Douro corre em montanhas e em vales apertados. Atravessa zonas com mais humidade e não tem um caudal tão irregular como o Guadiana ou o Tejo. Estes dois rios correm em planícies, onde o relevo tem menos altitude e onde o clima é mais quente e existe menos humidade. O rio Tejop e Guadiana são assim rios de caudal irregular, podendo no Verão ter um curso de água reduzido, em determinadas zonas.               
                                                           
Os rios têm uma nascente, geralmente situam-se nas zonas montanhosas devido à formação geológica que faz nascer as suas fontes e no seu percurso encontram outros rios mais pequenos que sã, os seus afluentes. 
 
O rio Douro por exemplo tem inúmeros afluentes, o Côa, o Tua, o Sabor. Ao conjunto formado pelo rio principal e seus afluentes damos o nome de rede hidrográfica.Esta rede ocupa um determinado espaço que se alarga do rio até às zonas que lhe estão próximas. A esse espaço ou área onde está inserida a rede hidrográfica damos o nome de bacia hidrográfica.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

O clima na Península Ibérica

Quando acordamos e vemos como está o tempo e escolhemos a roupa que devemos vestir estamos a observar o estado do tempo. O somatório dos estados do tempo durante um período longo num determinado espaço geográfico permite-nos conhecer o clima de uma região. Para conhecer o clima temos de conhecer os seus diferentes elementos:
  • A temperatura - quantidade de calor ou frio de um corpo ou de um espaço físico. Mede-se em graus centígrados e para isso usamos termómetros;
  • A precipitação - quantidade de água, neve ou granizo que cai da atmosfera, sendo o mais relevante o primeiro. Mede-se em milímetros por metro quadrado e usa-se o pluviómetro;
  • O vento - É o ar em circulação. Podemos conhecer a sua direção (catavento) ou a sua velocidade (anemómetro);
A Europa situa-se, como sabes na zona temperada do Norte, uma das duas únicas que tem quatro estações do ano. Na Península Ibérica podemos encontrar três zonas com características temperadas, mas diferentes entre si. A saber:
  • O Norte e noroeste - Clima temperado marítimo (temperaturas amenas, devido a proximidade do oceano) e precipitação elevada, sobretudo no Inverno;
  • O Interior - Clima Temperado continental (Verões quentes  e Invernos frios). É uma zona com com pouca influência marítima e com pouca precipitação.
  • O Sul - Temperado mediterrânico (Verões quentes quentes e Invernos suaves) - recebe a influência do Atlântico e do norte de África.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

O relevo na Península Ibérica

Chamamos relevo às diferentes formas que a superfície terrestre apresenta. 
As principais formas de relevo são, a planície, o planalto, a montanha  e o vale. 

A planície é uma forma de relevo plana ou levemente ondulada e com baixa altitude. Muitas vezes acompanham grandes rios nas suas zonas finas, quando se encaminham para a foz. O planalto é uma superfície plana com média ou elevada altitude. A montanha é uma forma irregular que se destaca das zonas à sua volta pela sua forma e pela elevada altitude que tem. O vale é o espaço compreendido entre duas vertentes, no qual, em geral, corre um rio.

Na Península Ibérica destacam-se o Planalto Central e a Cordilheira Central. No centro da Península Ibérica encontramos um grande planalto rodeado e atravessado por montanhas, onde os rios correm em vales profundos. As planícies localizam-se numa faixa perto do litoral e na parte terminal de alguns grandes rios. 
Encontramos junto ao litoral e nas margens de alguns grandes rios planícies. Podemos assim chamar-lhe planícies costeiras e fluviais. É no Tejo, Sado, Guadiana e Guadalquivir que encontramos as planícies fluviais.

A Península Ibérica tem no seu interior diferentes rios. O Tejo, o Douro e o Guadiana são rios que estão orientados de este para oeste, o que faz que venham desaguar ao Oceano Atlântico. O rio Minho é igualmente importante, pois marca a fronteira entre os dois países que viriam a nascer na Península Ibérica. Existem outros rios de curso mais reduzido, mas igualmente importantes, como sejam o Mondego, o Sado ou o Cávado. 

A nordeste fazendo fronteira natural com o resto da Europa, temos os Pirenéus, uma cordilheira de grande altitude.

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

As formas de representação da Terra


Já vimos que podemos representar a Terra utilizando um globo terrestre, fotografias ou mapas. Estes últimos são os mais práticos para encontrarmos um determinado ponto da superfície terrestre e para realizarmos exercícios de localização geográfica. Um mapa tem um conjunto de elementos que ajuda a ler a informação que disponibiliza. Todos eles têm:
  • Um título - indica a temática do mapa;
  • Legenda - dá a explicação dos sinais gráficos do mapa (cores, símbolos,...);
  • Orientação - tem um sistema que permite orientarmo-nos e encontrar com precisão um ponto da superfície terrestre;
  • Escala - apresenta uma relação que relaciona a dimensão  real com a representada no mapa;
Um dos elementos essenciais dos mapas é o sistema de orientação permitido pela rosa dos ventos. Nela encontramos os pontos cardeais: N (Norte); S (Sul), E (Este) e O (Oeste). Temos ainda para uma melhor localização os pontos colaterais NE (Nordeste), NO (Noroeste), SE (Sudeste) e SO (Sudoeste).

Para podermos encontrar os diferentes pontos geográficos foram criadas linhas imaginárias que  dividem a Terra.  A mais importante é o equador, uma linha que divide a Terra em duas metades, o hemisfério norte e o hemisfério sul. 

Temos ainda os círculos, sendo os mais importantes, o Círculo Polar Ártico (Pólo Norte) e o Círculo Polar Antártico (Pólo Sul), o Trópico de Câncer e o Trópico de Capricórnio. Entre os trópicos e os círculos polares encontramos a zona temperada. Dos círculos polares aos pólos temos as zonas frias. 
Entre o Equador e os os Trópicos de Câncer de Capricórnio temos a zona quente da Terra. 
Os meridianos são outras das linhas geométricas que podemos desenhar na esfera terrestre. 
Os meridianos são círculos maiores e que se encontram perpendiculares ao equador. O principal meridiano dá pelo nome de Meridiano de Greenwich.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Os equinócios


No percurso da Terra à volta do sol ocorrem duas vezes aquilo a que chamamos equinócios. Um em março e outro em setembro. Com eles definem-se duas estações do ano. 

O equinócio de março define a Primavera no Hemisfério norte e o outono no hemisfério sul. No equinócio de setembro ocorre o inverso desta situação. Assim, o equinócio de setembro marca o início do Outono no Hemisfério norte e a Primavera no Hemisfério sul.

A palavra equinócio tem a sua origem no latim, com a designação , "aequus", o que significa igual e "nox", que significa assim"noites iguais".

O equinócio é um fenómeno em que podemos observar que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Nos equinócios o dia e a noite têm uma duração igual de tempo, justamente doze horas de duração.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O planeta Terra

Vivemos num Planeta que se chama Terra e que é um dos nove planetas que formam o nosso sistema solar. Este é constituído por planetas (Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e Plutão), pelos seus satélites, assim como milhares de asteroides e cometas. O nosso sistema solar tem uma estrela central, justamente o Sol. Este é a principal fonte de energia e é a estrela mais próxima da Terra. O nosso sistema solar no seu conjunto, com as diversas estrelas ocupa o espaço de uma galáxia, a que damos o nome de Via Láctea. 

A Terra, o planeta que habitamos, o único conhecido com formas de vida, é o quinto maior deste sistema solar e é o terceiro a contar do Sol. Tem uma forma esférica, ligeiramente achatada nos polos, tem um satélite natural que é a Lua e é chamado como o Planeta Azul, pela sua cor azulada, devido à maior parte da sua constituição ser água. 

A forma de representar a Terra que mais próxima está da sua forma real é o globo terrestre. Todavia, não é a mais prática e por isso temos uma outra forma de a representar que é o planisfério, ou também designado mapa-múndi. Este representa toda a superfície da Terra. O mapa difere do planisfério por apresentar a representação de áreas mais reduzidas da superfície terrestre. A um conjunto organizado de mapas damos o nome de atlas.