quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Entre o século XVII e XVIII


O século XVII foi um período de crise económica, social e política, de certo modo semelhante à que se tinha vivido no século XIV.  Em ambas se verificou de um modo distinto uma libertação face a Castela e a Espanha.  Por outro lado, em ambas se verificou a transferência de poder entre grupos. Na primeira da alta nobreza para cavaleiros e burgueses e a segunda de governantes estrangeiros para um grupo de fidalgos que se queriam libertar do poder castelhano. 

As duas têm no entanto uma grande diferença. A crise do século XIV concedeu oportunidades a grupos alargados da população, a do século XVII limitou essas oportunidades a um grupo reduzido da população. Só existia liberdade de comércio no reino e no Brasil. Neste território diferentes elementos dos vários grupos sociais podiam ter acesso a diferentes oportunidades, mas os lucros eram muito limitados a uma minoria. A crise do século XVII trouxe transformações, mas de sentido diferente às que tinham ocorrido no século XIV.

O quadro social e económico que saiu da crise do século XVII não pode ser caracterizado como de progresso económico. A administração feita pela Coroa era pouco eficaz e estava dominada por interesses locais, sobretudo associados aos interesses e poder de fidalgos e de membros locais do clero. A nobreza tinha uma atitude de grande consumo de produtos de luxo (alimentação, vestuário) e vivia segundo uma ideia não produtiva para o País. O poder da Coroa e do Estado diminuíram e só iriam melhorar no fim do século XVIII.

O século XVIII trará algumas alterações, onde encontramos uma nova forma de arte, o barroco e a chegada do ouro e dos diamantes brasileiros. Esta chegada fez criar um conjunto de hábitos improdutivos no País. Foram construídas muitas igrejas ricamente decoradas, muitos palácios de construção sumptuosa e eram dados muitos concertos na corte e nos solares da alta nobreza. Criaram-se academias, bibliotecas, mas tudo isso era para exclusivo benefício de uma  minoria ligada à nobreza e algum clero. As relações com o exterior por parte da Coroa mantinham uma ideia de luxo que era contraditória com os modos de vida de grande parte da população.

O século XVIII, na sua 2ª metade observaria algumas alterações que mudaram um pouco este quadro. Os estrangeirados (alunos que estudavam no estrangeiro e que regressaram) que mostraram a importância de reduzir as ideia de aparência e de luxo, que esclareceram da necessidade de desenvolver as actividades económicas e de acolher a participação de todos levariam a algumas mudanças importantes. Nascia o despotismo esclarecido, no qual uma figura terá um papel determinante, o Marquês de Pombal.

Só no século XIX com as Invasões Francesas e sobretudo com as ideias da Revolução Francesa e com algum triunfo da burguesia se deram alterações capazes de transformar o País. As alterações foram feitas à base de muito confronto e contradição entre diferentes elementos. O preço pago pela crise do século XVII e da União Ibérica foi muito alto e ficaria por muitas décadas. São essas consequências ainda presentes nos séculos XVIII e XIX que serão tratadas no estudo da desta disciplina no próximo ano lectivo, assim como aquilo que o século XX soube construir.

As formas de representação da Terra


Já vimos que podemos representar a Terra utilizando um globo terrestre, fotografias ou mapas. Estes últimos são os mais práticos para encontrarmos um determinado ponto da superfície terrestre e para realizarmos exercícios de localização geográfica. Um mapa tem um conjunto de elementos que ajuda a ler a informação que disponibiliza. Todos eles têm:
  • Um título - indica a temática do mapa;
  • Legenda - dá a explicação dos sinais gráficos do mapa (cores, símbolos,...);
  • Orientação - tem um sistema que permite orientarmo-nos e encontrar com precisão um ponto da superfície terrestre;
  • Escala - apresenta uma relação que relaciona a dimensão  real com a representada no mapa;
Um dos elementos essenciais dos mapas é o sistema de orientação permitido pela rosa dos ventos. Nela encontramos os pontos cardeais: N (Norte); S (Sul), E (Este) e O (Oeste). Temos ainda para uma melhor localização os pontos colaterais NE (Nordeste), NO (Noroeste), SE (Sudeste) e SO (Sudoeste).

Para podermos encontrar os diferentes pontos geográficos foram criadas linhas imaginárias que  dividem a Terra.  A mais importante é o equador, uma linha que divide a Terra em duas metades, o hemisfério norte e o hemisfério sul. 

Temos ainda os círculos, sendo os mais importantes, o Círculo Polar Ártico (Pólo Norte) e o Círculo Polar Antártico (Pólo Sul), o Trópico de Câncer e o Trópico de Capricórnio. Entre os trópicos e os círculos polares encontramos a zona temperada. Dos círculos polares aos pólos temos as zonas frias. 
Entre o Equador e os os Trópicos de Câncer de Capricórnio temos a zona quente da Terra. 
Os meridianos são outras das linhas geométricas que podemos desenhar na esfera terrestre. 
Os meridianos são círculos maiores e que se encontram perpendiculares ao equador. O principal meridiano dá pelo nome de Meridiano de Greenwich.
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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Os temas em estudo - 6º ano -

Tema D - Portugal do século XVIII ao século XIX
  1. O império português, o poder absoluto, a sociedade e a arte no séc. XVIII
  2. A revolução francesa de 1789 e os seus reflexos em Portugal
  3. Portugal na 2ª metade do século XIX
Tema E - Portugal no século XX
  1. Da revolução republicana à ditadura militar de 1926
  2. O Estado Novo
  3. O 25 de Abril de 1974 e o regime democrático
Tema F - Portugal Hoje
  1. A população portuguesa
  2. Os lugares onde vivemos
  3. As atividades que desenvolvemos
  4. O mundo mais perto de nós
  5. Lazer e património

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Os equinócios


No percurso da Terra à volta do sol ocorrem duas vezes aquilo a que chamamos equinócios. Um em março e outro em setembro. Com eles definem-se duas estações do ano. 

O equinócio de março define a Primavera no Hemisfério norte e o outono no hemisfério sul. No equinócio de setembro ocorre o inverso desta situação. Assim, o equinócio de setembro marca o início do Outono no Hemisfério norte e a Primavera no Hemisfério sul.

A palavra equinócio tem a sua origem no latim, com a designação , "aequus", o que significa igual e "nox", que significa assim"noites iguais".

O equinócio é um fenómeno em que podemos observar que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Nos equinócios o dia e a noite têm uma duração igual de tempo, justamente doze horas de duração.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O planeta Terra

Vivemos num Planeta que se chama Terra e que é um dos nove planetas que formam o nosso sistema solar. Este é constituído por planetas (Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e Plutão), pelos seus satélites, assim como milhares de asteroides e cometas. O nosso sistema solar tem uma estrela central, justamente o Sol. Este é a principal fonte de energia e é a estrela mais próxima da Terra. O nosso sistema solar no seu conjunto, com as diversas estrelas ocupa o espaço de uma galáxia, a que damos o nome de Via Láctea. 

A Terra, o planeta que habitamos, o único conhecido com formas de vida, é o quinto maior deste sistema solar e é o terceiro a contar do Sol. Tem uma forma esférica, ligeiramente achatada nos polos, tem um satélite natural que é a Lua e é chamado como o Planeta Azul, pela sua cor azulada, devido à maior parte da sua constituição ser água. 

A forma de representar a Terra que mais próxima está da sua forma real é o globo terrestre. Todavia, não é a mais prática e por isso temos uma outra forma de a representar que é o planisfério, ou também designado mapa-múndi. Este representa toda a superfície da Terra. O mapa difere do planisfério por apresentar a representação de áreas mais reduzidas da superfície terrestre. A um conjunto organizado de mapas damos o nome de atlas.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Resumo do essencial estudado - da localização geográfica ao século XVII


Algumas ideias para o teu estudo...

1. Estudar em História
Para se ter sucesso em qualquer disciplina é preciso estudar, ou melhor é preciso "saber estudar". É assim necessário colocar em prática um método de trabalho e de estudo. Deixo-te algumas ideias que poderás aproveitar de modo a obteres um bom sucesso escolar. 

2. Aulas
É essencial cumprir algumas ideias simples durante o funcionamento da aulas:
•Estar com atenção;
•Perguntar, no momento, aquilo que não compreendeste;
•Tirar apontamentos daquilo que é destacado nas aulas. Tenta construir esquemas; 

3. Em casa
É importante teres uma rotina de estudo, a saber:
•Ordena os apontamentos que elaboraste e completa-os, através de uma pesquisa mais detalhada do manual ou em outros livros;
•Faz uma leitura atenta do manual escolar e relê o que foi destacado ou sublinhado na aula;
•Pesquisa no manual escolar (documentos e textos complementares) informações adicionais que te permitam enriquecer os teus conhecimentos;
•Quando não compreenderes um conceito procura o seu significado no Dicionário;
•Verifica os exercícios realizados (Atlas / Barra Cronológica / Caderno de Exercícios);

4. Biblioteca
Frequenta a Biblioteca para te habituares à consulta de diversos materiais de apoio aos teus trabalhos e ao teu estudo. Das consultas que fizeres retira a informação essencial, retirando sempre os elementos de identificação (título da obra, autor, editora e o número das páginas consultadas). Aproveita algumas das informações (livros e links) que estão presentes no teu manual.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

A História e a Geografia

Inicias este ano o estudo de uma nova disciplina: a História e a Geografia de Portugal. Tens uma ideia do que se trata? Que temas vais estudar? O que vais poder descobrir?
A História é uma ciência que estuda a vida dos seres humanos ao longo dos tempos: como viviam, o que faziam, que dificuldades enfrentavam, que soluções encontraram, como se alimentavam, que tipo de habitações usavam, …

A Geografia estuda o nosso planeta, a Terra, as suas paisagens, as suas características, os locais onde as pessoas ocuparam o território, como exploraram os recursos naturais, onde se encontravam: planícies, montanhas, as florestas, os rios ...
Esta disciplina estuda assim a evolução do modo de vida das populações que habitaram a Península Ibérica. Com o estudo desta disciplina, tu vais compreender melhor de que forma os seres humanos foram, ao longo dos tempos, transformando a Natureza. Porque é importante o estudo da História e da Geografia?

Com o estudo da Geografia podes ficar a conhecer as características geográficas de um espaço onde se situa Portugal. Com o estudo da História podes conhecer o passado, que coisas nos deixaram, como o seu modo de vida influenciou aquilo que hoje somos. Este conhecimento do passado permite – nos compreender a nossa identidade: a nossa língua, a nossa cultura, o modo como nos distinguimos dos outros povos, as nossas tradições. Com este conhecimento podemos melhor intervir no futuro e contribuir para a sua transformação.

Para o estudo da História precisamos de recorrer aos historiadores e arqueólogos, que recolhem testemunhos [documentos] deixados por povos no passado (moedas, estatuetas, livros, castelos ). Para o estudo da Geografia precisamos de recorrer aos Geógrafos que estudam as principais características do nosso Planeta (utilizam mapas, fotografias e fazem observações).
De que modo é que esta disciplina se relaciona contigo? Imagina o seguinte.

Um dia consultas um álbum de fotografias e procuras obter algumas informações junto dos teus pais, avós sobre os locais onde viveram, onde nasceram, os hábitos alimentares, as ocupações dos tempos livres que tinham, os locais onde passavam férias, aquilo que foram realizando ao longo dos anos.

Se organizares toda esta informação, podes redigir um texto e juntar algumas imagens, ou ainda construir um mapa desses locais. Estarás nesse sentido a construir uma História e Geografia da tua família. Aqui a diferença é que irás estudar um conjunto mais alargado no espaço e no tempo.
        

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

A disciplina de HGP

Chamo-me Luís Campos e sou o vosso professor da disciplina de História. Este primeiro post (chamam-se assim os textos, imagens, vídeos publicados num blogue) e serve para vos dar as boas-vindas a este novo ciclo de estudos.

Esta página digital pretende ser um espaço de trabalho, do que formos desenvolvendo ao longo do ano, na Disciplina de História e Geografia de Portugal. Aqui serão colocados materiais, esquemas, conceitos sobre o que formos estudando nas aulas e será um modo de complementar  matéria em estudo.

As publicações neste espaço serão semanais, dando conta do que vamos tratando nas aulas e será um modo de poderem explorar mais o que deve ser estudado e sabido em cada unidade do programa. Esta será uma viagem no tempo, para compreendermos questões muito importantes. Isto é, como povo e como país como chegámos aqui, porque falamos esta língua, porque temos determinados hábitos e costumes e o que nos distingue de outras culturas, de outros povos. 

Chamei-lhe aroma de viagens, pois diferentes povos e culturas, diferentes homens e mulheres deram a este espaço geográfico um conjunto de características. A viagem é uma das grandes formas de aprender com os outros e isso será o mais importante do estudo desta disciplina. Desejo que gostem deste espaço que servirá também para colocar textos vossos, desenvolver a pesquisa de informação ou revelar curiosidades da História e da Geografia. Aqui serão deixados materiais diversos de apoio ao estudo da disciplina.